Fibromialgia

     A fibromialgia é uma doença muito comum e pouco reconhecida em nosso meio. Estima-se que cerca de 3-5 % da população adulta brasileira conviva com esta doença. Não existe nenhum exame laboratorial para a realização do diagnóstico, ou seja, o diagnóstico é exclusivamente clínico. Desta forma, o médico assistente deve buscar na história do paciente e no exame físico as pistas para realização do diagnóstico. 

     A fibromialgia se manifesta principalmente através de 3 sintomas, que geralmente se associam: á maior crônica difusa pelo corpo, Fadiga e Sono não reparador (FIGURA). Chamamos de dor crônica difusa pelo corpo aquela dor que o paciente carrega há mais de três meses e esta acima e abaixo do quadril, em ambos os lados do corpo. Fadiga é a sensação de cansaço e indisposição para a realização das atividades do cotidiano. Sono não reparador é a sensação de não ter descansado após a noite de sono. 

Como é feito o diagnóstico da fibromialgia?

     O diagnóstico é baseado na história e no exame físico. A associação de dor crônica generalizada com Fadiga e Sono não reparador é bastante sugestiva. Outros dados relevantes dentro da história do paciente, é a presença de síndrome do intestino irritável e/ou síndrome da bexiga irritável. No exame físico, a presença de pontos dolorosos a palpação, os chamados tender points, é importante. A presença de 11 dentre os 18 pontos padronizados pelo Colégio Americano de Reumatologia em 1990 (FIGURA) se faz também útil no diagnóstico. 

Existe algum tratamento efetivo?

     Sim. Ao contrário do que muitos pensam, a fibromialgia tem um tratamento bastante efetivo. Ao longo do tempo, a doença costuma variar muito de intensidade, devendo o tratamento ser ajustado conforme a necessidade do paciente. De forma geral, as medidas físicas são as mais importantes no tratamento, sendo a atividade física aeróbica a pedra fundamental do tratamento. As medidas farmacológicas são também importantes, tendo um papel de adjuvantes a terapia física.